Um intervalo [pela poesia]

[Luís]




Encriptou as estrelas no olhar, numa noite fria, sem tempo. Esperou, calmamente, que as sílabas colhessem a poesia do orvalho... e escreveu-se na rouquidão do vento.

21 comentários:

BRANCAMAR disse...

E que seja de bela poesia esse intervalo e o teu fim de semana, Graça.

Beijinhos
Branca

José Carlos Brandão disse...

Que bom que voltou, Graça.
Eu também me afastei um pouquinho, e, quando ia voltar, tive um acidente bobo - bobo o bastante para me quebrar um osso do tornozelo. E estou cá parado em casa com a perna engessada.
Que o pessimisto não nos engula.
Vamos colher braçadas de estrelas, com o orvalho brilhando de tanta poesia.
Um beijo.

AFRICA EM POESIA disse...

Graça
Minha amiga
que bom poder estar aqui...respiro alegria...

para a semana o livro está comigo e segue para tua casa.
Eu acho que está bonita a capa. Também é importante..

E como dizes, acreditar em poesia é uma etapa complicada ... o livro só irá para as livrarias depois do Natal e comprometi-me com a Editora em fazer a divulgação e a venda ...estou a tentar cumprir...



Para ti um beijo GRANDE...

Vozes de Minha Alma disse...

E venho deixar um fraternal abraço, amiga das letras sublimes!
Beijos, e obrigado pela visita.

Maria disse...

Se a poesia é o nosso alimento todos os intervalos como este são bem vindos. Espero a chegada do vento...

Beijo, Graça.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Belo, Graça*

Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida. Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo (...).


O dinheiro não era nada, o poder não era nada. Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.


A beleza não era nada. Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.


Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente.


Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.


A felicidade é amor, só isto.
Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar.

Do Amor - Hermann Hesse

Tenha um Bom Fim de Semana.
Beijos
Renata

. intemporal . disse...

.

. a poesia é sempre de asa, não fosse a.penas e só o dizer do coração .

.

. o teu beijo, o teu fim.de.semana .

.

. paulo .

.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Gracinhamiga

Voltas, sem nada dizer, com pezinhos le lã e em pontas. Que raio de teatrice é esta que nem permite que envies um queijinho aos amigos?...

O que tu me saíste foi uma ganda ponta. De palco. Kunkaneko, como dizem os meus netos, e eu a crer (e querer) que eras bué da fixe. Dezinluzões éoké.

Prontos, sem s, como me sinto ostracizado, (de ostra??? ou de percebes, percebes???), ainda que pense que deveria ter sido, isso sim, acolhido e avisado, nesta noite vou dormir descalço.

Enfim, tal como conto na Travessa - ainda sabes o que é e onde fica? - estórias da História. Ou da minha história, quando autorizado a fumar diante dos progenitores; mas isso são outros quinhentos mil réis.

Não digas nada ao patrão do Sindicato, si us plau e qjs

Marta disse...

Apesar de tudo, o Vento tudo espalha....e em lugares remotos encontrará quem o escute...
Lindo....
Beijos e abraços
Marta

Carmo disse...

Um pequeno intervalo faz sempre bem. Desde que a Graça não o prolongue no tempo.

Boa semana

E G Miranda disse...

Nada mais posso dizer-te, Graça, senão que me fascinam as tuas palavras...

Canto da Boca disse...

Como me encantou a imagem superposta! Sem falar na poesia que atravessa todo o texto e as imagens visíveis e as que ~estao no subjacente...

Beijo, Graça!

Pensador disse...

Graça,
Com alegria percebo que o palco ilumina-se novamente, as cortinas se abrem e novas apresentações se fazem presentes.
Que o palco das suas palavras jamais se esvazie novamente, e nós, platéia ávida destes momentos maravilhosos, certamente lotaremos as poltronas, galerias, camarotes e frisas para prestigiá-la.
Beijo, amiga!

Maria Luisa Adães disse...

A encontrei em Vozes da Minha Alma

e vim até à noite fria
com estrelas
a brilhar no meu olhar
e oferecer a minha poesia.


Gostei do simbolismo do que escreve.

Maria Luísa

Carlos Gonçalves disse...

(***!!!...???***) É o código das estrelas!
Beijo, querida Graça.
Carlos

Nilson Barcelli disse...

Belas palavras, querida Graça. Gostei, apesar de pouquinhas... mas boas...
Beijos.

Carlos Gonçalves disse...

Querida Graça, desculpa, ontem brinquei contigo no comentário que fiz, depois arrependi-me, porque eu sei para ti a poesia é demasiado importante para brincar! E depois eu não esqueço, que antes de te conhecer nunca tinha feito um poema na minha vida e foste tu que me incentivaste a escrever, assim, hoje vou inserir aqui o meu último poema, em homenagem a ti, minha mestra, contigo aprendi poesia...

A CABANA!

Desci do alto da serra,
Quando subir mais não podia,
Desabei nesta agonia,
Vivo atolado na terra.

Deixei o telhado do céu,
A cabana em que te tinha,
A paixão em que eras minha,
Desço ao mundo cor de breu.

Sou rocha, pedra de xisto,
Memorial onde registo,
Os teus lábios de carmim…

Em eterno desencontro,
Apenas em ti me encontro,
Quando me perco de mim.

Carlos Manuel Fernandes Gonçalves

Quinta do Anjo, 14 de Novembro de 2010

Beijo, querida Graça... e desculpa, sim!

Lídia Borges disse...

Gosto de todos os intervalos que tragam dizeres tão belos quanto estes.

Um beijo

A.S. disse...

Na rouquidão do vento onde as palavras se acolhem, como prender o seu aroma?

Beijos, Graça!
AL

Sofá Amarelo disse...

A Poesia vale todos os intervalos que lhe possamos dedicar...

Emoções disse...

A poesia é imortal de fato. Após tanto tempo, tantos poetas a tentando assassinar... E ela aí, viva e plena diante dos nossos olhos!