Ensaio sobre nada...


Diz o meu dicionário que a palavra em causa significa a não existência, coisa nenhuma, ninharia, inutilidade...

Retenho a última, porque me agrada. Inutilidade. Não sei porquê, ou sabendo claramente, este meu blogue, hoje, extravasa a inutilidade. Criei-o num momento em que me parecia positivo ter um espaço para guardar tantas palavras que não cabem em mim. Não era suposto ser encontrado. Era um eu que se queria escondido, recatado, num infindável mundo virtual. No entanto, o meu desejo rapidamente se contrariou. Por amizade, bem sei. Acontece que o meu espaço já não condiz com os fundamentos da sua criação.

No dia que é hoje, necessitava de estar comigo, passar-me a mão na cabeça, animar-me nas palavras que tão bem sei usar, fazer um ensaio sobre tudo... mas resigno-me à inutilidade, ao nada, à coisa nenhuma. O ser pública, hoje, só porque é hoje, incomoda-me. Vou, por isso, pegar no meu caderno e escrever, escrever-me...

Amanhã estarei melhor!

3 comentários:

manuela disse...

É assim que escrevo, no meu caderno( que agora é uma pasta "Os Meus Documentos").
Só meu! Tão meu que me rejubilo, me rebelo,me acaricio e me choro sem que ninguém dê por nada.
Tão Bom! Sou EU!
Sei o que queres dizer... e muito bem!
Beijos.

© efeneto disse...

Quer um conselho?!
faça deste espaço o seu guarda joias.

Não é todos os dias que se mexe nele, apenas quando necessitamos.
Mexa neste espaço quando necessitar. Estaremos cá para ler as suas "joias".
Beijito de amizade.

Bela escolha musical. Demonstra sensibilidade e bom gosto.

Anónimo disse...

Se pegaste no caderno saiu poema, pela certa.
Beijo
PJB