Ensaio oferecido...

(foto de GMV)


Procuro a força nesta imensidão telúrica!

Oiço as vozes que ecoam no silêncio que persiste, na brisa que baila entre o verde murmurante.
Na vastidão da terra solto o Outro que em mim se guarda...

- É o monte! – grito.
É o monte. Sinestesia do espírito: não é o monte, sou eu!

11 comentários:

Brancamar disse...

Graça,

Fico sempre deslumbrada com o que escreves e isto não é um simples elogio, não sou propensa a fazê-los de ânimo leve. Penso adivinhar quando imagino que a área que lecionas é Português, mas uma coisa é ter conhecimentos tácnicos, é ser crítico, outra coisa é a arte, a criatividade, a inteligência interpretativa de nós, da vida e da natureza e tu conjugas tudo isso e até uma psicologia profunda, associada a uma enorme lucidez do que é o ser humano.
Jà andei às voltas pelo Intemporal porque não conseguia estar calada perante o teu comentário, mas também não queria usar o espaço do Paulo para te dizer como fiquei impressionada com o que escreveste, seguido do poema de Alberto Caeiro, que tão bem encaixaste ali. Tens sempre as respostas mais acertadas nos momentos exactos.
E com isso nem imaginas a quantas pessoas fizeste bem hoje...!
Obrigada Graça.
Vim até aqui para to dizer e encontrei outro belo momento nesta imensidão de verde entre luz e sombra. Parabéns também ao fotógrafo.
Beijinhos
Branca

Brancamar disse...

Srª professora,

emendo tâcnicos para técnicos, a idade já não perdoa noitadas :)!
Beijinhos

O Profeta disse...

A terra adormece no nevoeiro
Tenho a pressa do vento
Um coração errante procura
A doçura de terno momento

Frágil e palpitante luz
A beleza voa com a manhã
O mar solta na terra ternos murmúrios
Perde-se na espuma toda a palavra vã


Dança comigo ao som da Lira


Boa semana


Mágico beijo

Regis Castro disse...

Querida Graça...
Este EU que existe dentro de você e de cada um de nós deveras é um monte... um monte alto, imenso, gigante... Que precisa de forças d e outrem pra continuar...
Do Verde das árvores, do meigo sussurrar das árvores e do doce orvalho de inverno...

Este sim somos nós! Seres humanos que enxergamos sem pudor as maravilhas que nos rodeiam!...

Beijos...

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isabel mendes ferreira disse...

vim. buscar todo o ensaio do mundo. onde a beleza é um palco intenso.


sento-me.


respouso.



e parto.


mais sentidamente.


obrigada Graça. pelo muito que me dá.

Paola disse...

O Monte, por ser monte, olha-nos de cima a baixo... diz que nos conhece e fala com tanto à vontade que deve ser verdade... Depois,faz rolar ecos de gargalhadas que esvoaçam pelas veredas... que beijam as giestas, que se enamoram do melro... Às vezes, o Monte não é o monte és tu, sou eu... Gosto do teu Monte!

Beijinhos

Paulo disse...

Bom, aos anos que não ouvia esta música! E lembrei-me dessa tua liberdade quando gritas o que te vai na alma.

Beijo enorme, minha querida

PJB

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

O contato com a natureza faz sair de nós o que de mais profundo temos. Muito bonito o seu texto.
Aparece no meu canto hj, thá novidades no Gótico.
Beijos, Graça,
Renata

manzas disse...

É sempre bom estar aqui presente
E ler o que bem escreve…
Deixar fluir o que nos passa na mente
E reflectir as palavras
Que tanto me apraz,
Deixando-me de animo leve…
Um resto de uma boa semana,
Estarei sempre presente
Inundado de paz.

Há dias…
Em que acordamos chuvosos
Ensopados em saudades choradas
Sentimentais, românticos
Emotivos, fantasiosos…
Amarrados em manhãs geladas

O eterno abraço…

Nilson Barcelli disse...

Saber olhar é uma virtude de alguns.
E tu, que olhas o monte e te vês por dentro, tens a força inesgotável da vontade a correr-te nas veias.
A excelência do texto é inquestionável.
Beijo.

f@ disse...

Olá Graça,

A força dos verdes campos prolongamento de raízes … ruídos do tempo sons e silêncio comovem a brisa… e baila a tua voz nas palavras que gritas….
Palco imenso para ensaio geral é o monte…

Beijinhos das nuvens