Ensaio sobre banalidades...

(Nogueira - foto de GMV)


Neste palco imenso, e por vezes tão vazio, da incomparável existência, assumimos calmamente os papéis que nos dão... ou então, fingimos que os criamos, concebendo personagens pensadas à medida do nosso sentir. Iludimo-nos no desejar de uma construção modelada, que resulta sempre em personagem-tipo! Na verdade, pretendemos apenas impressionar o nosso público, na avidez dos aplausos que nos impulsionarão de novo para o palco.

Não sei bem porquê, mas hoje apetecem-me banalidades, palavras ocas de sentido, pensamentos insignificantes, gestos perdidos por entre nada! Hoje, não quero a representação.

Queria, mesmo que por breves instantes, SER! Ser isto que sou desde o início, sem ensaios preparatórios do que não quero ser... queria a simplicidade da frase de António Lobo Antunes "Que lugar-comum sou."! Queria, no observar consciente de mim, a certeza de que sou sem-personagem... Queria, na imperfeição deste pretérito, transformar o meu papel num real indicativo.

Enfim... meras banalidades de mim.

13 comentários:

Cadinho RoCo disse...

Mas quando você passa a tratar a banalidade dessa maneira ela deixa de ser banal, no sentido amplo da palavra.
Cadinho RoCo

Vieira Calado disse...

Volte sempre!
Sempre será recebida com cordialidade.

Bjs

Paulo disse...

Nada em ti é banal. Nem a forma como falas das tuas banalidades. Bom domingo, minha querida amiga.

Bjos
PJB

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Graça:
É difícil não pôr a máscara.
Querida:
Fiz post novo, sobre um filme dos anos 1980, de que gosto muito. Há poesia, imagens, como sempre. Estou à sua espera.
Um abraço,
Renata

O Profeta disse...

Não me pareceram banalidades...antes pelo contrário...


Doce beijo

Paola disse...

Há banalidades tipificadas, por isso banais. Há banalidades individuais, por isso únicas. Entre umas e outras, prefiro as tuas, as minhas, as nossas... porque imperfeitas, mas reais.

Bjo

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Olá querida Gracinha

Tal como já sabes, depois das mini-férias (que foram excelentes) e com as baterias recarregadas, estou de regresso. E, de novo, visito o teu blogue, que continua em grande forma. Uma vez mais, muitos parabéns! Espero que também voltes ao www.aminhatravessadoferreira.blogspot.com, que, como sabes, é o meu novo. Já tenho saudades de ti e das tuas visitas. Obrigado.

Qjs

hantferreira@gmail.com

Nilson Barcelli disse...

A banalidade é sempre relativa e este teu post acaba por não ser banal (tens que fazer maior esforço...).
De qualquer modo, se queres mesmo transformar o teu papel num "real indicativo", nada melhor do que te habituares à cachaça... Não percebes? Pois não, mas vais perceber... estás convidada...
Beijinhos.

sp disse...

Banalidades?
Banalidades!!!
Oh querida GMV...
Tu mesmo levantas as lebres e respondes de uma forma tão_________________.

Um bejinho assim*

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Amiga:
Não consigo comentar nada. Fiz um post a duras penas em memória a uma pessoa que perdi. Peço que me dê uma força, indo ao meu Blog.
Obrigada desde já,
Renata

Carlo Rochas disse...

Passo para lhe deixar um grande beijo, desejaria que as palavras ocas se transformassem em gestos penetrantes, que os pensamentos insignificantes passassem por serem momentos de deslumbramento, que os gestos se metamorfoseassem em êxtases. O solilóquio passaria a uma intensa representação dialogada.

Carlo.

Paulo disse...

Já é quinta feira e nada de novo?
Ai, ai.
Bjos
PJB

Paradoxos disse...

banalidades sérias que a todos dizem respeito!


teu beijo ternurento

EDU